segunda-feira, 4 de abril de 2011

Ajuda para a saída da Crise: Oportunidade de Ouro?


Infelizmente não: Sr. Primeiro Ministro continua a recusar o pedido de ajuda externa e mais, que tudo fará "para que não aconteça".


Não sei, até diria mais, que nós portugueses não sabemos o que vai na mente deste Governo, pois quando se recusa a assumir uma necessidade que de tão evidente chega a ser assustadora... Será que 14 anos no poder, não chegaram para ver que algo está e esteve errado e que não poderá continuar se queremos ser um país honrado e cumpridor com as nossas responsabilidades?


Quereremos nós este Sr., que se encontra refém da má gestão do(s) seu(s) governos(s), das consecutivas mentiras ao país e pior à UE, que se refugia na crise internacional como explicação para as dificuldades agora sentidas, e das medidas que arranjou para o "desenrasque" imediato mexendo na parte da receita com subida de impostos ao invés de mexer na já por si exasperante e exagerada dívida pública, novamente como 1º Ministro?


Sr. Primeiro Ministro e a sua responsabilidade, onde anda? Quem se responsabiliza pelos seus atos? Será o seu Governo? O seu Presidente? O seu país?


Vejamos:

- acusa o Presidente da República de não ter estado ao lado do Governo na procura de um acordo alargado em torno do PEC IV;


- numa altura em que Portugal continua a ser confrontado com subidas recorde dos juros e reduções consecutivas do ‘rating' da República e da banca, o chefe de Governo responsabiliza Pedro Passos Coelho pela situação de vulnerabilidade e grandes incertezas em que Portugal se encontra "O PSD teve uma atitude de profunda irresponsabilidade, de ligeireza, sem pensar dois minutos".


Mesmo após o sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros Luís Amado, já ter vindo assumir publicamente que "não foi feliz" a forma como o PEC IV foi anunciado sem um aviso prévio ao Presidente e consequentemente uma exposição à Assembleia da República (A.R.), Sócrates continua irredutível no que respeita à estratégia de que tudo foi bem feito por parte do Governo na defesa dos interesses nacionais, apontando o dedo à oposição e à falta de apoio do Presidente, quando na realidade a busca de concenso alargado deveria ter sido realizada em tempo útil na A.R., junto dos partidos democraticamente eleitos e representantes de todos os portugueses.


A ajuda, a meu ver, é oportuna e mais do que necessária, nem que seja para alguém nos mostrar o rumo perigosíssimo para o qual nos dirigimos sem que ninguém assuma as suas responsabilidades.

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